Ciência e Religião, Curas Espirituais

A verdadeira cura

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Todas as criaturas humanas adoecem.

Raras são aquelas que trabalham para a cura real.

A ação medicamentosa, por si só, não restaura integralmente a saúde.
O comprimido ajuda.

A injeção melhora, entretanto, não podemos esquecer que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é uma fonte criadora e a vida plasma, em nós mesmos, aquilo que desejamos.
Assim, a medicação não nos valerá muito se prosseguirmos tristes e acabrunhados, porque a tristeza é geratriz e mantenedora de muitos males.

Como poderemos pretender ter a saúde restaurada, se nos permitimos a cólera ou o desânimo por muitas horas?

O desalento é anestésico que entorpece e acaba por destruir quem o cultiva.
A ociosidade que corrompe as horas e a inutilidade que desperdiça o tempo valioso extingue as forças físicas e as do Espírito.

Mesmo porque, a mente ociosa acaba por se dedicar a muitas coisas ruins, como a maledicência e a crítica destrutiva.

Se não sabemos calar, nem desculpar; se não ajudamos, nem compreendemos, como encontrar harmonia íntima?

Por mais que o socorro espiritual venha em nosso favor, devoramos as próprias energias com atitudes negativas.

E, com respeito ao socorro médico, mal surgem as primeiras melhoras, abandonamos o remédio, a dieta, os cuidados, demonstrando a nossa indisciplina.

Por isso, se estamos doentes, antes de qualquer medicação, aprendamos a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a grande mudança.

Fujamos da indelicadeza e do azedume constante que nos conduzirão à brutalidade no trato com os demais.

Enriqueçamos nossos fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.

Busquemos intimidade com a sabedoria, pelo estudo e a meditação.
Não manchemos nosso caminho.

Sirvamos sempre!

Trabalhemos na extensão do bem a todos.

Guardemos lealdade ao Mestre Jesus a quem dizemos seguir e permaneçamos com a certeza de que, cultivando a prece, vibrando positivamente pela vida, abraçando a oração diária, desde logo, a medicação de que nos servirmos atuará rápida e beneficamente em nosso corpo.

Que queres que eu te faça?

Perguntou Jesus ao cego de Jericó, que O buscava.
Que me devolvas a visão, respondeu Ele.

Acreditas firmemente que eu possa te curar?

Retornou o Mestre a indagar.
E como a resposta fosse afirmativa, o cego passou a enxergar.

No fato em destaque, observamos que a vontade do paciente e a fé no profeta de Nazaré, foram as molas da cura.

Portanto, a cura real somente nos alcançará se melhorarmos as nossas disposições íntimas e atendermos aos preceitos médicos com disciplina e seriedade.

 

Fonte:  Livro “Fonte Viva”, Capítulo 86, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.

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1 Comment

  1. Josué 15 de janeiro de 2017 at 18:02 - 

    Lindo texto!

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