Reforma Íntima, Sofrimento

A utilidade ou inutilidade do sofrimento

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O tão debatido problema do sofrimento humano só pode ser compreendido à luz dos ensinamentos do Espiritismo.

Quando Jesus foi preso, um dos que estavam com ele, metendo a mão à espada, desembainhou-a e ferindo um servo do sumo pontífice lhe cortou uma orelha. Então lhe disse Jesus: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que tomarem a espada, morrerão à espada.

E quando pronunciava o Sermão da Montanha, Jesus afirmou: … e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós.

Resumidas, essas lições de Jesus significam: Aquilo que fizeres aos outros, isso mesmo receberá.

Assim é fácil compreendermos que sejam colhidos pela dor os que não mantêm um reto proceder. Porém quantas vezes vemos criaturas, cujas vidas são irrepreensíveis, às voltas com o sofrimento; e outras, que vivem afastadas do bem, parecerem bafejadas pela boa sorte. Diante disso a revolta costuma aninhar-se no coração dos sofredores.

Nenhum sofredor se revoltaria, se todos fossem convenientemente esclarecidos. Os sofredores podem ser divididos em dois grupos. Num grupo situam-se os que, diante da afirmativa evangélica, procuram compreender as causas de seus sofrimentos. E como mantêm o coração humilde e resignado perante os desígnios do Altíssimo, intuitivamente percebem a justiça que se cumpre e daí lhes advêm grande conforto moral. Ao outro grupo pertencem os sofredores revoltados. Estes, insurgindo-se contra o corretivo que lhes é imposto pelas leis divinas, tornam-se surdos às intuições confortadoras que lhes dirigem seus amigos do plano espiritual e cegos ao influxo benéfico dos ensinamentos evangélicos; e assim anulam a cura que o sofrimento traria a seus espíritos doentes.

Completando as lições de Jesus, vem agora o Espiritismo com novas lições de grande alcance para todos os que sofrem e também para os que desejam evitar sofrimentos futuros.

Lembremo-nos constantemente de que uma vida ou uma reencarnação que passamos aqui na Terra é o reflexo e a conseqüência de nossas vidas ou reencarnações passadas, principalmente da última. Do mesmo modo, nossa futura reencarnação será conseqüência e reflexo da atual.

Eis porque há pessoas que nada de mal fizeram na vida presente e sofrem; é porque se hoje são bondosas já foram más no passado e arcam agora com as conseqüências do mal que espalharam. Dessa maneira, devemos ter piedade das pessoas que praticam o mal e ficam impunes; nas reencarnações futuras envergarão os corpos dos sofredores e então prestarão contas das más ações que tiverem cometido.

Nós somos os construtores de nosso próprio Destino. Este, segundo nossas obras, poderá ser uma aurora de luz, ou o catre doloroso do sofrimento.

Fonte: extraído do livro “O Espiritismo Aplicado” de Eliseu Rigonatti. Editora Pensamento.

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