Doutrina Espírita, Dúvidas dos leitores

Dúvidas dos leitores – existem pecados mais graves que outros?

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Dúvida:

Gostaria de esclarecimentos sobre “Pecado”, dentro da doutrina espírita. Existe grau para cada tipo de pecado? Cometer um ato de traição, adultério… é menos grave do que matar, roubar?

 

Resposta:

Prezada irmã,

O código de conduta moral da humanidade, segundo a ótica da Doutrina Espírita, está descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo. Lá temos a interpretação das passagens mais relevantes de Jesus no Novo Testamento.

Sendo assim, os pecados segundo o Espiritismo são todos aqueles atos que transgridem os preceitos da moral Cristã esclarecidos pelas Instruções dos Espíritos nesta maravilhosa obra de Allan Kardec.

À sua questão poderemos formular uma outra: é justo que um homem bom que procura praticar sempre o bem faça jus ao mesmo nível de graças que aquele que se omite de praticar todo o bem que está ao seu alcance? Não à toa Jesus nos disse: “a cada um segundo as suas obras”.

Da mesma forma, o pecado será analisado pela espiritualidade superior incumbida de nos acompanhar em nossa trajetória e ciclos de encarnação e desencarnação. Quanto mais grave o pecado, mais grave a expiação necessária ao nosso aprendizado.

Comparar um crime de morte ou de roubo com um adultério não basta para discernirmos o que é mais ou menos grave.

O que mais importa é o tamanho do mal que possamos causar a nós e aos outros e, sobretudo, a intenção ou não de praticá-lo. Quanto maior o mal causado, e maior a intenção de fazê-lo, maior o pecado.

A justiça classifica um crime de duas formas: culposo ou doloso. Culposo é quando se comete sem a intenção de fazê-lo. E doloso quando se tem a intenção de fazê-lo.

Portanto veja: o que é mais grave?

a) Uma pessoa vinha distraída atravessando uma rua e o motorista que dirigia corretamente não teve tempo de frear e atropelou o pedestre, que morreu após o acidente.

b) Um homem assediou uma mulher que era casada e relativamente feliz no casamento, apesar de ter algumas lacunas momentâneas em sua relação; a mulher fascinada com o cortejo cedeu e se envolveu numa intensa relação paralela; ao descobrir a relação extra-conjugal da parceira o homem traído suicidou-se e deixou a mulher sem uma renda adequada para a criação de três filhos, comprometendo a vida da família e toda a criação dos garotos.

No primeiro caso, tivemos um pecado culposo. Houve o fato, mas não houve a intenção de fazê-lo. No segundo, houve o fato (adultério) e a intenção de fazê-lo. E o que é pior: gerou conseqüências graves também na vida de outras pessoas.

Portanto, a gravidade da afetação da própria vida e da vida de terceiros é que define o que é mais ou menos grave.

E mais: sempre que houver transgressão dos princípios morais o pecado terá sempre consequências sobre nossa vida e nos exigirá a reparação dos nossos erros nesta ou em próximas existências. Esta reparação é o que se chama expiação.

Esperamos tê-la esclarecido. Caso julgue necessário, apresente-nos novos questionamentos. Teremos grande satisfação em ajudá-la a entender melhor os preceitos da Doutrina Espírita.

Fraternalmente,

Equipe um Caminho

 

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