Ciência e Religião, Mediunidade

A responsabilidade e os riscos da mediunidade, segundo Ramatis

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O médium pode ser considerado uma criatura anormal?

Ramatis: – Anormal não é propriamente o termo, mas trata-se de um indivíduo incomum. É criatura inquieta, receptiva e algo aflita, que vive, por antecipação, certos acontecimentos. Sua hipersensibilidade perispiritual atua com veemência na fisiologia do sistema nervoso e endocrínico. Alguns são pacatos e sem qualquer característica excepcional, mas isso resulta de que a sua mediunidade é menos sensível no campo psíquico.

Nota da redação: todos possuímos algum grau de mediunidade e, portanto, somos médiuns. No texto em tela, Ramatis se refere àqueles que têm a mediunidade de prova, ou seja, como uma faculdade compulsória para o seu aperfeiçoamento na encarnação vigente.

O médium é um missionário?

Ramatis: – Ele não é um missionário, na acepção exata da palavra. Salvo raras exceções, o médium é um espírito devedor comprometido com o seu passado. Assim, a sua faculdade mediúnica é um ensejo de reabilitação concedido pelo Alto, no sentido de acelerar a sua evolução espiritual. Portanto, além de dar cumprimento aos deveres inerentes à dita faculdade, terá de enfrentar também as contingências que a vida impõe a todos, pois os problemas que lhe dizem respeito só podem ser solucionados e vencidos mediante a luta e não pela indiferença ou preguiça, nem pela ajuda dos seus guias, pois estes somente ajudam os seus pupilos quando eles fazem jus pelo esforço próprio.

Quando o médium se emprenha em dar fiel cumprimento à sua tarefa mediúnica e enfrenta as adversidades da vida com estoicismo e resignação, neste caso, do “lado de cá”, há sempre uma equipe de espíritos beneméritos que o amparam a fim de lhe tornar mais fácil vencer os obstáculos da sua jornada.

A função do médium assemelha-se à do carteiro, o qual, embora seja a peça de menor destaque na correspondência entre os homens, caso ele se recuse a cumprir a função de entregar as mensagens aos destinatários, semelhante negligência constitui uma falta bastante grave. Em tais condições, desde que se rebele contra a sua obrigação ou se escravize a vícios e paixões que prejudiquem e inutilizem a sua tarefa mediúnica, então será vítima dos espíritos das Sombras e, por sua culpa, enfraquece o serviço libertador do Cristo.

No entanto, o médium laborioso e desinteressado, disposto a vencer todos os obstáculos, conseguirá transpor todos os empecilhos do mundo e até os que estão em si próprios.

Fonte: extraído do livro “Elucidações do Além”, de Hercílio Maes, pelo espírito Ramatis. Editora Freitas Bastos.

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