Calma, Reforma Íntima

Serenidade

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“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”. (Mateus, 11:29.)

O que entendemos por mansuetude?

Será a postura dos que se humilham diante das calúnias, dos que abaixam a cabeça constantemente e dos que se fazem submissos em face do atrevimento dos outros?

Mansuetude é uma qualidade da alma; dela nasce o poder da não-violência. Os mansos são aqueles de índole pacífica, que conseguiram conquistar a harmonia interior, distribuindo equilíbrio por onde passam, porquanto vivenciam na própria intimidade uma relação harmônica – a razão aliada ao sentimento.

Os mansos são sábios. Não decretam ordem pela força bruta, não são déspotas; são fortes em si mesmos e têm atitudes serenas. Por sinal, para muitos, o comportamento sereno pode parecer fraqueza, tolice e desatino.

“Manso de coração”, a que se referia Jesus Cristo, é aquele que se desvincula emocionalmente dos eventos da vida, que, ora prazerosos ora desgastantes, nos hipnotizam, anulando nossa habilidade de captar com precisão a serventia dos fatos, seja no momento presente, seja nos minutos seguintes e – por que não? – até nos dias, meses e anos vindouros.

Mansuetude é uma conquista da criatura que aprendeu a ver uma “sequência lógica”, uma “ordem natural” nas ocorrências da vida, percebendo que para tudo há um “encadear preparatório” para que se possa alcançar definitivamente um bem maior.

É o ser que mantém sob controle seu mundo mental, criando, consequentemente, a tranquilidade e a harmonia a que se referia Jesus: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”.

Mansuetude é tranquilidade da alma enriquecida pelas experiências da vida e que sabe que a única coisa que pode mudar e controlar é a própria maneira de agir e pensar.

É a serenidade de quem entendeu que o ontem e o amanhã são cargas que somente Deus pode sustentar, e que a ela cabe apenas a carga de um só dia.

Fonte: extraído do livro “Um modo de entender, uma nova forma de viver”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed. Editora Boa Nova.

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