Aos que Sofrem, Infortúnio

E quando a vida te dá um daqueles golpes que te deixa na lona?

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A primeira pergunta que nos vem à mente é: por quê?

Por que comigo? O que eu fiz para merecer isso? Não é um golpe duro demais? Será que eu mereço tamanha provação?

Nessas horas, embora seja muito difícil de fazer na prática, somente as escolhas bem feitas podem nos fazer levantar, ajeitar o corpo e o pensamento e seguir em frente.

Vejamos então uma sequência de escolhas que poderão fazer toda a diferença em nossa retomada:

  1. Entender a nossa culpa X culpar o destino ou outras pessoas
    Enquanto buscamos a culpa fora de nós, esquecemos de olhar para dentro do nosso íntimo e perguntar com toda a sinceridade a nós mesmos:
    • Qual a causa de eu estar vivenciando esta situação?
    • Onde foi que eu falhei?
    • O que posso aprender com isso?
    Escolher entender a nossa culpa na situação nos dará, sem dúvida alguma, a condição de sermos protagonistas e não vítimas. E, assim, nos aproximaremos mais rapidamente de entender onde está o erro e como repará-lo.
  2. Arrepender-se X reclamar da sorte e dos outros
    A dignidade de uma pessoa não está relacionada a uma vida sem erros. Mas a uma vida onde se tenha consciência plena e o mais rápido possível dos erros cometidos. E para isso, agir como protagonistas da vida nos faz questionar:
    • O que me levou a cometer esse erro: orgulho, egoísmo vaidade, ambição desmoderada, paixões descontroladas, avareza, desequilíbrio?
    • O que me faria ter evitado esse erro?
    • Que mudanças preciso fazer em meu interior para não cair novamente neste mesmo erro?
    Uma vez consciente do erro e da conduta que o originou, o passo seguro é o arrependimento sincero. Arrepender-se e comprometer-se a ser vigilante para não cometer o mesmo erro novamente é uma enorme virtude.
  3. Levantar-se sozinho X com a ajuda dos que te amam
    Depois de uma queda dura, somente com a consciência da nossa parcela de culpa e de um profundo arrependimento conseguiremos começar a nos levantar para refazermos a vida. E aqui é muito importante que a gente reflita?
    • Quem está próximo a mim e que me alerta para valores essenciais da vida como: amor ao próximo, caridade, compaixão, desprendimento da matéria?
    • Como anda minha relação com Deus? Quando eu procurei escutá-Lo pela última vez?
    • Onde anda minha fé?
    Nos levantaremos mais rapidamente da queda tanto quanto estivermos cercados de pessoas que nos ajudem a ter consciência de nossa responsabilidade pela circunstância atual. Cercados daqueles que nos auxiliarem no arrependimento sincero decorrente da clareza do que nos levou ao erro. E, sobretudo, quando tivermos ao nosso lado a presença de Deus, por nossa iniciativa e profundo desejo. Deus está sempre pronto e disposto a nos levantar da queda, desde que perceba em nós estes 3 requisitos: consciência do erro, arrependimento sincero e fé inabalável.
    Portanto, meu irmão e minha irmã, não percas mais tempo contemplando a tua dor e nem lamentado o que já aconteceu. E por mais que outros tenham colaborado com a tua queda, assumes a parte que te cabe, aprende com a dor dessa experiência e arrepende-te de ter agido em desalinho com os princípios da vida Cristã.
    Abre o teu coração e do fundo da tua alma, mentaliza a imagem de Jesus Cristo e roga com fervor: “Querido Mestre, me perdoa por falhar nesta etapa da minha vida. Permita-me nova oportunidade de acertar muito mais do que errar. Livra-me do mal e da dor que estou sentindo, da angústia que me corroe a alma e das incertezas quanto ao meu futuro. Fortalece o meu coração e a minha mente, Jesus, e me auxilia a transformar a dor desse terrível aprendizado em uma nova energia criadora capaz de tornar-me um instrumento da Tua obra aqui na Terra. Tira, Divino Mestre, o peso que recai sobre mim e me ajuda a construir a partir de hoje uma nova etapa de redenção em minha vida, com a graça de Deus”.
    Sentindo Jesus a sinceridade em tuas palavras e teus sentimentos, não tenhas dúvidas de que do alto, Ele estará a dizer-te em silêncio: “Levanta-te e andas. Vá, meu irmão, e não peques mais”!

Glaucos Otoni

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