Deus, Sentido da Vida

O que eu vim fazer nesta vida?

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Essa é uma pergunta que muitas pessoas se fazem e invariavelmente ficam sem resposta.

A Doutrina dos Espíritos, no entanto, nos traz uma luz sobre o tema. E, por isso mesmo, torna-se diferente de muitas outras religiões. Ela atende aos anseios de quem quer saber mais; de quem quer entender o porquê da vida; de quem quer conhecer a lógica de Deus; de quem não se contenta com o simples dormir e acordar de todos os dias da vida até a hora da morte.

Segundo esta Doutrina consoladora, que reflete a comunicação de diversos espíritos em diferentes lugares, cujas mensagens foram fruto da pesquisa e organização metodológica de Allan Kardec, todos nós somos espíritos que periodicamente habitamos um corpo. Ou seja, em espírito somos imortais. Preexistimos e sobre-existimos a vida corpórea. E de tempos em tempos recebemos a oportunidade da reencarnação.

Originalmente, contudo, fomos criados como espíritos simples e ignorantes. A evolução gradual do espírito se dá através do seu aperfeiçoamento moral conquistado por meio de vidas sucessivas no mundo corporal, que se intercalam com períodos de estada (estudo e trabalho) no plano espiritual.

Portanto, todos nós somos criação de Deus e destinados a um único propósito: a PERFEIÇÃO.

Nosso modelo e guia é JESUS. Sua vida, Sua mensagem, Seus exemplos, refletem o “Caminho, a Verdade e a Vida”. Mas por mais simples que possam parecer seus conselhos, a dificuldade de colocá-los em prática exige de nós, atualmente encarnados na Terra, um esforço que vai muito além das nossas possibilidades de abnegação, consciência e propósito de vida. Eis porque a reencarnação torna-se o único instrumento divino capaz de explicar o “como” conseguiremos chegar ao objetivo maior de nossas existências. Como sermos perfeitos em uma única vida? A Doutrina Espírita nos mostra que tamanho desafio não seria possível e nem tampouco justo, visto que uns nascem repletos de oportunidades e outros repletos da falta destas.

A lógica da reencarnação vem nos mostrar que apenas através da pluralidade das existências o espírito consegue desenvolver-se moralmente, dotando-se gradualmente dos atributos que o tornarão cada vez mais próximo da conduta de Jesus, que em síntese nos definiu assim a Lei de Deus: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

Note a profunda simplicidade e objetividade dessa Lei Divina. Mas como colocá-la em prática de uma hora para outra com tantas imperfeições que ainda possuímos?

Neste desafio reside a nossa razão de existir. A cada dia devemos caminhar na direção de nos tornarmos instrumentos da obra de Deus para transformarmos o mundo em um lugar melhor. Como Gandhi nos ensinou “sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo”.

Jesus nos disse o caminho e nos deu os exemplos. A Doutrina Espírita nos mostra e nos ajuda a andarmos por este caminho que o Nazareno nos apontou. E nos dá a oportunidade de praticarmos os exemplos ensinados pelo Mestre. Ela nos dá também a oportunidade de nos auto conhecermos. De compreendermos melhor em que estágio da evolução nos encontramos, a partir do melhor entendimento das dores que estamos enfrentando e de qual sua possível ligação com o passado que agora, momentaneamente, não nos lembramos.

E o esquecimento do passado é parte da lógica divina que nos permite, em cada nova existência, nos reencontrarmos com os desafetos de outrora e assim reconstruir relações baseadas no perdão e no desejo natural de reconciliação.

Assim, esta doutrina maravilhosa nos prepara para essa evolução e aperfeiçoamento moral, nos trazendo à consciência a importância de suportarmos as provas da vida com fé, esperança e, sobretudo, coragem. Pois tais provas nos causarão o desconforto necessário para o nosso progresso. Mas sem elas nossas existências perderiam o sentido. Afinal, como aprenderemos mais sem esforço, sem sacrifícios e sem as marcas da luta que dão o sabor das grandes conquistas?

E quando os erros do passado se debruçam sobre o presente, fazendo com que a prestação de contas e a expiação de tais equívocos seja inevitável, esta doutrina consoladora nos ensina a importância do auto perdão e da resignação como elementos indispensáveis, para suportarmos certos traumas que parecem sem explicação no momento, mas que nos fazem zerar uma conta do pretérito, deixando-nos mais leves para seguirmos o caminho de redenção e aprimoramento espiritual.

Com toda essa orientação didática, trazida através de inúmeras obras e elucidadas muitas vezes nos cursos e palestras que generosas casas espíritas nos apresentam, a Doutrina Espírita ilumina a nossa vida e nos ampara como um porto seguro de renovação de energias, acalmando nossa mente e revigorando nossas forças para a luta cotidiana.

Sejamos, portanto, sempre gratos a espiritualidade amiga e ao Mestre Jesus, que cumpriu a promessa que nos foi assim apresentada no Evangelho de João:

“Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. JOÃO, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26.)”

A Doutrina Espírita realiza, então, o que Jesus disse do Consolador Prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus, consola pela fé e pela esperança e nos prepara para a essência da vida: FORA DA CARIDADE, NÃO HÁ SALVAÇÃO!

Glaucos Otoni

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