Conselhos do Mestre, Jesus

O que faria Jesus em seu lugar?

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Imagine que, diante de algumas circunstâncias casuais de sua vida, um de seus irmãos em Cristo teve atitudes que lhe tomaram de revolta e até mesmo de ódio, a ponto de você julgá-lo como um inimigo mortal. Figura desprezível, abominável, não grata.

Como espírita, muitas vezes você tenta conter este impulso instintivo, mas ele é mais forte do que a consciência dos valores já apreendidos em seus estudos e reflexões.

Situações como essa são mais comuns do que imaginamos, seja em família, no trabalho, em grupos sociais e, até mesmo, em relação a figuras públicas.

A pergunta aqui é a seguinte: sendo Jesus nosso modelo e guia, o que Ele faria em nosso lugar? Que ensinamentos o Divino Mestre nos deixou para lidarmos com tais sentimentos e circunstâncias sempre desconfortáveis para a alma?

A seguir, algumas passagens do Evangelho em que o Mestre nos traz recomendações que mostram o alto grau de altruísmo contido em Suas mensagens, que ainda temos profunda e imensa dificuldade de colocarmos em prática. Um bom estudioso da Doutrina Espírita conhece-as de cor e salteado, mas na hora de vivenciá-las…

(Mateus 5:43,44)

43. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.

44. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;

Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração.

Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo.

Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança.

É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram.

É não opor nenhum obstáculo à reconciliação.

É desejar-lhes o bem em vez do mal.

(Mateus, 18:21-22)

21. Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”

22. Jesus respondeu: “Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete.

(Mateus, 6:14-15)

14. Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados.

15. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados.

A misericórdia é o complemento da mansuetude, pois os que não são misericordiosos também não são mansos e pacíficos. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhe quiseram fazer. Uma está sempre inquieta, é de uma sensibilidade sombria e amargurada. A outra é calma, cheia de mansuetude e caridade.

(Mateus 7 4:5)

“Tirai primeiro a trave de vosso olho, depois, então, vede como podeis tirar o argueiro do olho de vosso irmão”.

“O Argueiro e a Trave do Olho”

Texto do ESE: Cap.: X, Itens: 9 e 10

Nem todo mundo é 100% ruim, nem 100% bom. Não existe aqui na Terra nem o 100% perfeito e nem o 100% imperfeito. Nós, seus moradores, somos uma mistura de porções boas e outas nem tão boas assim. Perfeição, perto do completo (no sentido de que somente Deus é plenamente perfeito), não é encontrada aqui em nosso planeta. Há, obviamente, espíritos em que o bem prevalece muito sobre suas más inclinações, que são praticamente imperceptíveis, mas não totalmente ausentes.

Jesus nos alerta que antes de você tirar um cisco pequeno dos olhos de seu irmão, ou apontá-lo a ele, tire ou aponte você o SEU. Olhemos para nós primeiro, nos aperfeiçoemos, para que possamos ter autoridade real ao falar algo para alguém.

Que os ensinamentos do Mestre Jesus nos ajudem a refletir sobre nossos pensamentos, que se transformam em sentimentos e que se concretizam em ações.

Mas, e você: tem seus desafetos? O que está pensando deles neste momento? Que sentimentos está alimentando? Que ações está praticando para externar o que sente?

Que suas ações sejam boas e edificantes, hoje e sempre, em nome de Jesus!

Fraternalmente,

Equipe Um Caminho

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