Resiliência e coragem sempre!
A mediunidade existe por desígnio divino, como um instrumento para o progresso da humanidade. Seus propósitos são múltiplos e elevados:
Provar a Imortalidade da Alma: A comunicação com os Espíritos é a prova mais contundente da sobrevivência da alma após a morte do corpo físico. Como afirma Ramatís:
“Não basta só provar a existência da alma pela fenomenologia mediúnica, mas também é preciso desenvolver no espírito humano as qualidades evangélicas apregoadas por Jesus.” (A Missão do Espiritismo, Capítulo 2, p. 32)
E em A Gênese:
“Pelas relações que hoje pode estabelecer com aqueles que deixaram a Terra, possui o homem não só a prova material da existência e da individualidade da alma, como também compreende a solidariedade que liga os vivos aos mortos deste mundo e os deste mundo aos dos outros planetas.” (A Gênese, Capítulo I, 31)
O Livro dos Espíritos questiona:
“Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte? ‘Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis?'” (O Livro dos Espíritos, Questão 152).
Consolar os Aflitos: A possibilidade de contato com entes queridos desencarnados traz imenso consolo e alivia a dor da separação. Jesus prometeu o Consolador, o Espírito de Verdade, que viria para “ensinar todas as coisas e fará vos lembreis de tudo o que vos tenho dito” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XIV, vv. 15 a 17 e 26). Essa consolação é um dos maiores benefícios da mediunidade, uma “dulcíssima consolação” (O Livro dos Espíritos, Questão 934).
Instruir e Esclarecer: Os Espíritos Superiores, através dos médiuns, transmitem conhecimentos sobre as leis divinas, a vida espiritual, o progresso moral e o destino do homem. Ramatís, em A Missão do Espiritismo, destaca que o Espiritismo “divulgando o conhecimento milenário sobre a Lei do Carma e a Reencarnação, demonstrou ao homem a sua grave responsabilidade pessoal na colheita dos frutos bons ou maus da sementeira da vida passada” (A Missão do Espiritismo, Capítulo 1, p. 15).
O Livro dos Espíritos afirma que os Espíritos são
“ministros de Deus e os agentes de Sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade” (O Livro dos Espíritos, Prolegômenos, p. 48).
Ramatís, em Elucidações do Além, complementa que a mediunidade visa a:
“esclarecer o espírito do homem e libertá-lo conscientemente dos ciclos dolorosos das encarnações terrenas”. (Elucidações do Além, Capítulo 5, p. 25)
Auxiliar o Progresso Moral: A mediunidade é um meio de impulsionar a humanidade ao progresso, tanto individual quanto coletivo. Ela revela a justiça divina e a necessidade da reforma íntima. Ramatís, em Elucidações do Além, afirma que as reuniões mediúnicas prestam o valioso serviço de:
“possibilitar o equilíbrio psicofísico de certas criaturas que, pela sua faculdade mediúnica de alta sensibilidade psíquica, sofrem assédio constante por parte dos espíritos desencarnados que desejam comunicar-se para expandirem os seus males ou queixas e serem esclarecidos das dúvidas e confusões em que ainda se encontram.” (Elucidações do Além, Capítulo 5, p. 25)
E também:
“o objetivo moral de esclarecer os espíritos ‘que se encontram perturbados’, toma-se oportuno lembrar-vos, além das vossas sessões espíritas programadas sob dias e horários certos, há uma outra verdadeira sessão espírita, aliás, de grande amplitude e mérito em seus objetivos redentores e que não deve ser relegada ao esquecimento.” (Elucidações do Além, Capítulo 5, p. 25)
Essa “outra sessão espírita” é a vida cotidiana, onde o homem tem a oportunidade de doutrinar e esclarecer os “irmãos vivos” (Elucidações do Além, Capítulo 5, p. 25).
Fonte: Pesquisa da Equipe Um Caminho
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