Comportamentos, Prejulgamentos

O mau hábito de prejulgar os outros

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As Prevenções

Antes de ouvir, julgando com dois pesos e duas medidas e ausentando-se do diálogo fraterno, a tendência do encarnado é, de regra, cultivar o mau hábito de prejulgar.

Com tal atitude cria uma redoma em sua mente e uma barreira em seu coração contra os que o cercam e aquilo que está fora da sua capacidade de conhecimento e entendimento.

Não gostar de alguém ou de algo simplesmente porque forma um conceito precipitado a respeito não é, definitivamente, um ato cristão.

Eliminar prevenções é imprescindível no contexto da renovação dos sentimentos.

Para tanto, o indivíduo necessita de controlar suas emoções, especialmente aquelas que costumam ser desequilibradas, partindo para o diálogo e o convívio, mesmo que, antecipadamente, creia não ser recomendável.

Não lhe é obrigatório estabelecer relações de amizade com todos que o cercam, nem os amar do mesmo modo e com a mesma intensidade. Recomenda-se somente que o encarnado não cultive o hábito de julgar as pessoas ou os fatos pela aparência ou pelo que ouviu dizer, nem sempre expressão da verdade. Imagine que assim fazendo e tornando tal comportamento uma regra, através do exemplo, no seu seio social, também não será julgado indevidamente por outrem, evitando os males que tal prevenção lhe pode trazer.

O ser humano deve lembrar-se de que há sempre alguém superior à sua pessoa, cujo julgamento pode pesar como uma clava dolorosa sobre seus ombros, em qualquer setor de sua existência.

Um exemplo singelo pode ser construído da seguinte forma: o chefe que possui o hábito de prejulgar os funcionários mais simples, sob sua responsabilidade, entender-se-á com um gerente a cobrar-lhe, também de forma antecipada, os seus atos. E o gerente será avaliado com antecipação por algum diretor. E esse último, por sua vez, terá o presidente a cobra-lhe os passos. E assim sucessivamente, pois na teia social é impossível falar em supremacia plena de alguém.

Afastar-se das prevenções é medida cristã, cujo resultado frutifica em dois sentidos: de dentro para fora e vice-versa. Vale dizer: tanto é útil aquele que a pratica, evitando prejudicar alguém, como poderá servir para, no futuro, preservá-lo de ser por outrem prejudicado.

Fonte: extraído do livro “Fundamentos da Reforma Íntima”, de Abel Glaser, pelo Espírito Cairbar Schutel. Casa Editora O Clarim.

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